terça-feira, 5 de março de 2019

Povo Navajo


Os navajos, que se autointitulam Dineh, o Povo, habitam a América do Norte e pertencem ao ramo linguístico Athapaskan. Eles são procedentes da região norte e hoje ocupam um planalto que atravessa a maior parte do Arizona, do Novo Mexido e de Utah – em termos territoriais é considerado o maior espaço nativo dos Estados Unidos.
Suas terras, vastas e despovoadas, são forradas por pequenas porções de pinheiro, pinhão, artemísias e outras vegetações. Passagens estreitas como o Canyon de Chelly e del Muerto se alongam por inúmeros quilômetros. Rochas luzentes emergem da terra como grandiosos jazigos edificados por gigantes. Embora pareça um território deserto, aqui e ali surgem mínimas Hogans, ou cabanas, e de repente surgem rebanhos de carneiros nesta região inóspita.
No século XVI este povo primitivo se dedicava à caça e à pesca. Os navajos se confrontaram com os espanhóis que chegavam para colonizar seu território e, em fins do século XVIII e início do XIX, entraram em conflito com os mexicanos. Deste encontro com os espanhóis eles herdaram cavalos, ovelhas e cabras, o que estimulou intensamente sua vida econômica.
O primeiro pacto dos navajos com os governantes norte-americanos data de 1846, mas novas disputas econômicas os levaram a entrar em choque com os militares novamente em 1849. As hostilidades só cessaram em 1863, quando Kit Carson, caçador e militar do exército, intensificou a perseguição a este povo e aprisionou oito mil integrantes da tribo, levados para a Reserva de Forte Summer, no Novo México, depois de um percurso de aproximadamente 600 quilômetros – A Grande Caminhada.
Depois de muito sofrimento neste local, um novo acordo foi promovido em 1868, quando os remanescentes dos prisioneiros foram reconduzidos para a moradia anterior e, depois de receberem gado e ovinos, decidiram conviver pacificamente com os colonos da América. A partir de então os navajos progrediram, o povo cresceu praticamente o dobro e a reserva foi ampliada. Na II Guerramuitos soldados navajos se alistaram.
Sua filosofia espiritual é vinculada aos elementos naturais e movida pela procura de um elo harmônico entre os navajos e a Natureza; neste universo as criaturas menores podem ter maior significância que os seres maiores e mais potentes. Assim, as divindades mais poderosas são, às vezes, obscurecidas por criaturas singelas e modestas.
Os ritos deste povo são estruturados em torno do Sol. Ele representa a luminosidade, o calor e, assim, sobrepuja as outras entidades e divindades. A dualidade é essencial nesta cultura, pois o equilíbrio é promovido pelo lado dominante, e a face mais frágil, a Mulher que Muda.
Não que este símbolo seja realmente mais fraco que o solar, mas é distinto em qualidade. A Mulher que Muda, também denominada Istsá Natlehi, representa as forças da terra, com suas transformações sempre representadas pelas mudanças de estações; ela também evoca o poder feminino e o amor de mãe.
Fontes:
http://www.terramistica.com.br/index.php?add=Artigos&file=article&sid=111
http://www.ancestral.com/cultures/north_america/navajo.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Navajos

Arquivado em: CulturaEstados Unidos

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Napoleão Bonaparte

Napoleão Bonaparte (1769-1821) foi um militar, líder político e imperador dos franceses.
Instituiu o Império Napoleônico e conquistou um vasto território para a França
A ascensão de Napoleão ao poder foi consequência direta da crise ocorrida na França no final do século XVIII. Naquele momento havia a busca por um regime de liberdade política e igualdade de direitos.
Coube a Napoleão a tarefa de consolidar internamente e difundir externamente algumas das principais conquistas da Revolução Francesa (1789-1799).
A expansão territorial da “Era Napoleônica” teve como objetivo o fortalecimento do Estado francês. Desta maneira eram divulgadas ideias liberais que enfraqueciam seus adversários (em geral monarquias) e se criavam um grande mercado para os produtos do país.
Napoleão Bonaparte nasceu em Ajaccio, capital da Córsega, ilha recém-adquirida pela França à República de Gênova, no dia 15 de agosto de 1769

Carreira Militar e Política

Estudou em Ajaccio e com 10 anos de idade seguiu para o colégio militar de Brienne, França. Em 1784, ingressou como bolsista na Escola Real Militar, no Campo de Marte, em Paris, onde começou sua carreira. Com 16 anos foi graduado subtenente de artilharia.
Fiel à monarquia e à disciplina militar, inicialmente se posicionou contra a Revolução Francesa. No entanto, logo mudou de lado, entrando para o Clube Jacobino, grupo político de maior evidência no final de 1791.
Em 1794, a reação dos moderados acabou com o grupo. Napoleão, apesar da patente de general de brigada, obtida no ano anterior na defesa de Toulon, não escapou da prisão, que durou só quinze dias.
Em 1795, é nomeado comandante do Exército francês, quando derrota os revoltosos partidários da monarquia. Nessa época conhece Josefina Beauharnais, viúva de um nobre guilhotinado na Revolução e mãe de dois filhos. Casam-se no dia 9 de março de 1796.
Dois dias depois, parte para campanhas vitoriosas na Itália e Áustria, retornando a Paris aplaudido pela multidão. Em seguida vai para o Egito (1798-1799), que é tomado numa rápida campanha.
Volta a Paris em 1799 e encontra a França ameaçada por uma guerra civil

Napoleão e o Império

Por referendo, Napoleão Bonaparte se faz Imperador, coroado pelo Papa Pio VII, no dia 2 de dezembro de 1804. Torna-se Napoleão I, Imperador da França.
Estabelecido pelo Senado, em nome da República, o Império seria exercido com mão de ferro. Napoleão instituiu o Código Comercial e o Código Penal.
O equilíbrio interno conquistado possibilitou a Napoleão pôr em prática seu plano principal: fazer da França a maior potência do continente.
Várias vitórias se seguiram e deram ao imperador o controle de quase toda e Europa central.
Para enfraquecer a Inglaterra, Napoleão decretou o bloqueio continental, forçando os países europeus a fecharem os portos ao comércio inglês.
Essa medida garantia exclusividade da indústria francesa nos mercados da Europa. Em 1807 e 1808, Bonaparte invadiu primeiro a Espanha e depois Portugal.
Com um exército que parecia imbatível, por volta de 1810, quase toda a Europa ocidental estava sob seu domínio. A grande exceção era a Inglaterra.
Nesse ano, já separado de Josefina, casa-se com a arquiduquesa Maria Luísa da Áustria, filha de Francisco II e irmã de D. Leopoldina - esposa de D. Pedro I, e primeira imperatriz do Brasil.

Hebreus 13:8